Aula Ciências. Interdisciplinaridade Química, cultura,
Educação ambiental, reaproveitamento e sustentabilidade.
Autor e Coautor(es)
Autor RONALDO DA LUZ
SILVA
CORNELIO
PROCOPIO - PR CEEBJA CORNELIO PROCOPIO ENS FUN E MED
Estrutura Curricular
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Modalidade
/ Nível de Ensino
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Componente
Curricular
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Tema
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Educação de
Jovens e Adultos - 2º ciclo
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Ciências
Naturais
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Dietas e consumo de alimentos
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Ensino
Médio
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Química
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Propriedades
das substâncias e dos materiais
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Ensino
Médio
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Química
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Transformações:
caracterização, aspectos energéticos, aspectos dinâmicos
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Dados da Aula
O que o
aluno poderá aprender com esta aula
Aprendera:
Distinguir nos rótulos a
unidade de medida calórica, Kcal e perceber sua importância e relação com a
vida diária.
Construir o significado histórico das culturas afro e indígena
na formação de nossa cultura brasileira (Lei nº. 10.639/03 Afro-Brasileira/ Lei
nº. 11.645/08 Indígena).
Identificar a problemática envolvida no destino correto dos
resíduos de frituras. (Lei nº. 9795/99 Educação Ambiental). Constatar a
importância dos conhecimentos químicos e verificar sua presença e
aplicabilidade em assuntos do cotidiano, como na alimentação saudável.
Analisar corretamente uma tabela calórica e identificar os
alimentos mais adequados para uma alimentação mais saudável.
Duração das
atividades
4
aulas de 50 minutos cada
Conhecimentos
prévios trabalhados pelo professor com o
aluno
Soluções -
Densidade -
Termoquímica (Medida calórica - Kcal)
Termoquímica (Medida calórica - Kcal)
Estratégias
e recursos da aula
Sugestão:
Fornecer uma cópia da aula com Roteiro/Conteúdo/Atividades, para
os alunos.
O material pode ser utilizado como instrumento de verificação da
aprendizagem.
1° Aula:
Motivação
Iniciar a atividade
problematizando com os alunos se eles possuem um hábito alimentar adequado.
Alimentação balanceada,
na mesma hora todo dia, alimentação com um cardápio diversificado ou se eles
consideram sua alimentação inadequada.
Diante das variadas
opiniões, questione também se algum aluno tem por costume verificar a tabela calórica
dos alimentos.
Cite alguns alimentos
com excesso de calorias, citando como exemplo a Feijoada Brasileira, sendo o momento para questionar o gosto de cada um pela Feijoada.
Também pode ser
conveniente perguntar se algum aluno já preparou uma feijoada e de que forma?
Poesia: “Feijoada à minha moda”. Vinícius de Moraes
Feijoada à Minha Moda
Amiga
Helena Sangirardi
Conforme um dia prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora — perdoe — tão tarde
Conforme um dia prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora — perdoe — tão tarde
(Melhor do que nunca!) este poeta
Segundo manda a boa ética
Envia-lhe a receita (poética)
De sua feijoada completa.
Em atenção ao adiantado
Da hora em que abrimos o olho
O feijão deve, já catado
Nos esperar, feliz, de molho
E a cozinheira, por respeito
À nossa mestria na arte
Já deve ter tacado peito
E preparado e posto à parte
Os elementos componentes
De um saboroso refogado
Tais: cebolas, tomates, dentes
De alho — e o que mais for azado
Tudo picado desde cedo
De feição a sempre evitar
Qualquer contato mais... vulgar
Às nossas nobres mãos de aedo.
Enquanto nós, a dar uns toques
No que não nos seja a contento
Vigiaremos o cozimento
Tomando o nosso uísque on the rocks
Uma vez cozido o feijão
(Umas quatro horas, fogo médio)
Nós, bocejando o nosso tédio
Nos chegaremos ao fogão
E em elegante curvatura:
Um pé adiante e o braço às costas
Provaremos a rica negrura
Por onde devem boiar postas
De carne-seca suculenta
Gordos paios, nédio toucinho
(Nunca orelhas de bacorinho
Que a tornam em excesso opulenta!)
E — atenção! — segredo modesto
Mas meu, no tocante à feijoada:
Uma língua fresca pelada
Posta a cozer com todo o resto.
Feito o quê, retire-se o caroço
Bastante, que bem amassado
Junta-se ao belo refogado
De modo a ter-se um molho grosso
Que vai de volta ao caldeirão
No qual o poeta, em bom agouro
Deve esparzir folhas de louro
Com um gesto clássico e pagão.
Inútil dizer que, entrementes
Em chama à parte desta liça
Devem fritar, todas contentes
Lindas rodelas de lingüiça
Enquanto ao lado, em fogo brando
Dismilingüindo-se de gozo
Deve também se estar fritando
O torresminho delicioso
Em cuja gordura, de resto
(Melhor gordura nunca houve!)
Deve depois frigir a couve
Picada, em fogo alegre e presto.
Uma farofa? — tem seus dias...
Porém que seja na manteiga!
A laranja gelada, em fatias
(Seleta ou da Bahia) — e chega
Só na última cozedura
Para levar à mesa, deixa-se
Cair um pouco da gordura
Da lingüiça na iguaria — e mexa-se.
Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
— Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão...
Dever cumprido. Nunca é vã
A palavra de um poeta...— jamais!
Abraça-a, em Brillat-Savarin
O seu Vinicius de Moraes
Conheça a vida e a obra do autor em "Biografias".
Disponível em:
2º Aula:
1° Atividade:
Coloque os alunos em
círculo, no centro da sala e introduza a leitura do poema de Vinícius de
Moraes, “Feijoada à minha moda”.
Dinâmica:
Escrever cada verso do
poema em tiras de papel que serão distribuídas aos alunos de forma aleatória;
um aluno começa a leitura do que está em sua “tirinha” e os demais precisarão
completar o poema de forma coerente. Essas tirinhas, podem ser fixadas na lousa
após cada leitura, para que todos tenham a oportunidade de analisar o contexto
e proceder as alterações durante o processo. Ao final, o professor distribui ou
projeta o poema correto aos alunos que farão uma análise dos erros e dos
acertos ou possibilidades ).
Com a leitura é
possível enumerar as contribuições dos diferentes povos na formação de
nossos costumes e mesmo da nossa alimentação, como exemplo o povo africano no
caso da feijoada.
Realizar uma breve
pesquisa, um questionamento simples enumerando os gostos de cada aluno da sala
pelo seus pratos preferidos, analisando se a feijoada faz parte do gosto dos
alunos presentes.
Para complementar e de maneira a sugerir comparações:
2° Atividade:
Realizar a leitura de outro texto, desta vez, os alunos que até
então estavam em círculo, podem formar grupos, de até 4 alunos, para uma
leitura compartilhada e discussão de opiniões dentro de cada grupo.
§ Leitura do Texto 23 – O
Prato dos Sábados. Página 61- (Coleção Cadernos da EJA – Caderno Diversidades e
Trabalho).
O texto
exemplifica outra receita de feijoada completa, momento ideal
para comparar a feijoada de Vinícius e a do texto da EJA.
Dinâmica:
Para cada grupo,
fornecer as questões abaixo, onde cada grupo formulará suas opiniões.
Eleger um
orador para a explanação das opiniões, de cada grupo.
Questões:
§ Qual receita é a mais calórica?
E qual o motivo?
§ Questione com os alunos o
que vem a ser calorias? Como ela é medida?
§ Por que nas duas receitas
utiliza-se a laranja?

Fonte
da imagem: http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/02_cd_al.pdf
A leitura permite concluir que na culinária utiliza-se de muitos
ingredientes, alguns saudáveis outros nem tanto, devendo ter o cuidado com os
excessos e o modo de preparo.
3° Atividade -
Focalizando quimicamente a leitura:
Podemos analisar o quanto de Kcal, cada porção de feijoada
possui, podendo ainda comparar as diferenças calóricas entre as
feijoadas, objeto das leituras anteriores.
Na atividade, aproveitar
a formação dos grupos já existentes.
Como cada grupo dispõe
de informações a cerca dos motivos que uma receita é mais calórica do que
outra, pode-se:
Utilizando de tabelas
calóricas, os alunos podem verificar as calorias extras, em decorrência dos
ingredientes diferentes de uma receita para outra.
Informação:
Uma pessoa adulta necessita em média de 2500 Kcal, com algumas
variações para homens e mulheres (dependendo das atividade físicas de cada um).
Questões para o grupo:
§ Para uma porção de feijão
quantas Kcal estão sendo fornecidas para o organismo?
§ Que ingredientes podemos
cortar, para tornar uma feijoada menos calórica?
§ Durante o
preparo como o cozinheiro deve proceder para diminuir as
calorias da receita?
O orador do grupo deverá
expor as informações obtidas durante a tarefa, podendo ainda entregar ao
professor um relatório, com os resultados da tarefa.
Exemplo de tabela calórica que pode ser usada como referência de
consulta:

Com base na exposição de cada grupo, o professor pode:
Levantar o
questionamento dos prováveis motivos dos escravos consumirem tanto feijão
e sua relação com o trabalho pesado.
Os escravos tinham um
gasto energético bem alto, diferente da nossa realidade atual cercada por
controles remotos, elevadores, escadas rolantes, vidros elétricos e etc.
Dentre um dos muitos
acompanhamentos da feijoada, devemos também focalizar, a utilização da farinha
de mandioca e sua importância para as culturas indígenas, não deixando de
mencionar seu alto valor energético.
4° Atividade:
Formar grupos (4 alunos em cada grupo).
Questões para discussão e redação das opiniões do grupo.
1. Qual o motivo da laranja
ser empregada como acompanhamento nas feijoadas?
2. Qual a explicação química
para o fato?
3. Qual o destino dos óleos
de frituras? (Os educandos devem responder exemplificando o que acontece em
casa).
4. Indicação pelos alunos, de
possíveis soluções viáveis para a problemática.
Observação:
Chamar a atenção para os acompanhamentos da Feijoada:
Couve é rica em antioxidantes, anticancerígenos contém
Betacaroteno (Vitamina A) melhora o sistema imunológico.
Motivos da utilização da Laranja. (Explicação).
Propriedades Químicas da
Laranja:
§ Contém Vitamina C.
§ Combate radicais livres.
§ A laranja contém potássio,
elemento químico importante nas contrações musculares, ajudando na eliminação
do sódio pela urina.
§ Existem vários motivos
químicos que levam a utilização da fruta juntamente com a feijoada.
§ A acidez da laranja ajuda
na digestão diminuindo o pH do estômago, facilitando o processo.
§ O feijão possui íons ferro
(Fe+3) quelato insolúvel, sendo o causador daquela sensação de mal
estar logo depois da ingestão da feijoada.
§ A fruta também apresenta
ácido cítrico e ácido ascórbico que potencializam a absorção destes íons pelo
organismo, dando a sensação de bem estar.
Estes são alguns dos argumentos favoráveis para a
utilização da laranja com a feijoada.
5° Atividade:
Não deixar de mencionar a questão ambiental. Os resíduos
provenientes das cozinhas, principalmente o óleo de frituras.
Um dos principais
aspectos levantados nesta aula é a questão das calorias dos alimentos e
indiscutivelmente as frituras são as vilãs neste aspecto.
Mas paralelamente outro
quesito também gera preocupações, os resíduos desta prática, os óleos de
frituras já utilizados. Ricos em substâncias tóxicas e considerado um grande
poluidor ambiental.
O descarte correto do
óleo de fritura contribui de maneira significativa para a preservação dos
recursos hídricos, pois, existe aqui a relação do conceito químico densidade
(água e óleo não se misturam) o que agrava seu efeito poluidor.
Culminando com os
momentos finais da aula, é de extrema relevância tentar enumerar sugestões, mencionar
as dificuldades, e descobrir erros, acertos com relação ao descarte dos
resíduos das frituras.
Observação:
Durante a explanação o
professor pode utilizar de imagens, que podem ser salvas em um pendrive, CD ou
DVD, para serem visualizadas em um monitor ou projetor, para melhor
exemplificação das informações.
Descrição da Atividade para
os alunos:
Iniciar a atividade com
a apresentação do vídeo - Reciclagem óleo de cozinha.
Com a finalização do
vídeo os alunos devem realizar a seguinte atividade:
·
Distribuir folhas para os integrantes dos grupos que já estão
formados.
·
Cada integrante deve citar como é realizado o descarte do óleo
usado em suas casas. Onde ele é descartado?
·
O grupo deve enumerar as prováveis dificuldades que tornam o
aproveitamento adequado do óleo de fritura, uma prática pouco adotada pelas
pessoas em geral.
·
O grupo deverá mencionar possíveis soluções para um
encaminhamento mais adequado dos resíduo, enumerando as ideias do grupo.
·
O líder do grupo fica encarregado de transmitir as ideias e
sugestões dos membros de cada grupo. O professor pode pedir para que o orador
não seja o mesmo das atividades anteriores, tornando a atividade mais dinâmica
e participativa.
·
Após a apresentação dos grupos realizar a atividade prática,
onde ficará demonstrado as propriedades específicas que a água e o óleo
apresentam.
Atividade
Prática: (Elaborar relatório ao final da atividade)
Título: Óleo e água.
A descrição detalhada da
atividade prática está inserida no Caderno do professor/ Diversidades e
Trabalho – página 90.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/02_cd_pr.pdf
Atividade Prática
Complementar: (Sugestão)
Recursos
Educacionais
|
Nome
|
Tipo
|
|
Medidor de
densidade
|
Experimento
prático
|
Recursos
Complementares
Tabelas Calóricas.
Disponível em:http://semprevidalight.blogspot.com/2009/02/vida-light.html
Acesso em: 10/03/2011
Vídeos:
Reciclagem óleo de
cozinha, explicações de como fazer sabão caseiro. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=H3oRKfiEr8k
Acesso em: 10/03/2011
Conteúdos Diversos:
Blog: Ensino de Química
Avaliação
Será baseada no
envolvimento e na realização das atividades propostas para os alunos.
Os alunos devem elaborar
um relatório contendo a descrição, desenvolvimento e aspectos químicos
estudados e observados na realização da atividade prática - Óleo e Água. Para
facilitar o andamento da atividade o professor pode fornecer um esquema
previamente elaborado.
Os alunos devem ainda
propor outros experimentos para avaliar a densidade de produtos que são
utilizados em seu cotidiano. Como sugestão, realizar a brincadeira do afunda ou
não afunda, aproveitando os materiais escolares como lápis, canetas, giz
entre outros.
No desenvolvimento da
atividade o professor pode verificar se o aluno está apropriando-se da
linguagem e dos conteúdos químicos envolvidos.
Aprender a calcular a
densidade de objetos de formato irregular, utilizando uma proveta graduada, uma
balança e calculadora, ótima oportunidade para estabelecer a fixação e
revisão de conceitos já estudados, como o cálculo da densidade.
A avaliação pode residir
no desempenho dos alunos em calcular as diferentes densidades dos objetos
disponíveis no momento da aula prática, usando como referência a densidade da
água pura 1g/cm3.
Uma outra possibilidade
de verificação da aprendizagem é pedir para que o aluno analise um rótulo
qualquer e consultando a tabela calórica, ele seja capaz de identificar as
quantidades de Kcal que cada porção da substância fornece. Atividade envolvendo
cálculos de regra de três simples.
Referências:
BRASIL. Coleção cadernos EJA. Brasília:
MEC, SECAD, 2007.
SARDELLA, Antonio; Curso Completo de Química. São
Paulo: Editora Ática, 2º Edição 1999.
Quem é que não gosta de
uma feijoada? Disponível em:
http://www.copacabanarunners.net/feijoada.html. Acesso em: 10/10/2010.
MOURA, Neila Camargo de;
CANNIATTI-BRAZACA, Solange Guidolin. Avaliação
da Dispobilidade de Ferro de Feijão Comum (Phaseolus vulgaris L.) em Comparação
com Carne Bovina. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 26(2): 270-276,
abr.-jun. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cta/v26n2/30172.pdf.
Acesso em 02/11/2010.
Outro Link para aula:
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